I
Chama da Hora!, o cigarro queima
Ó audácia de existir entre esterco
Mesmerizado, fumando versos
De tosse! Como se tosse sem pulmões?
Esta tosse de sentir nada - legado sensacionista!
Ah, que morreste! Merda, meu velho!
Ainda brilha o teu bigode nos meus
Versos sem sentido! Monóculo irado dos teus orgasmos!
II
Fumo do Definitivo!, a poesia sai-me dos pulmões
e escrevo, fluído na página, o Nihil,
Vício de não ser!; um nome na página
é a salvações dos meus poemas!
Informe, mas fragmentado
- arbitrários numerais romanos! -
desfaço o que é meu na página
Perco-me nestas ébrias palavras:
"És Pessoa de cera derretido em conhaque,
e engolido num trago com o fumo da tua tosse."
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