segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Bar - Um Poema Antigo

Copos, cheios de bebidas que enchem memórias,
Sentado num bar, a ver o passar do tempo,
Passar do tempo,
Levo o cancro à boca
(Não existo, a saúde é pouca)
Acendo o cigarro, observando,
Foda-se! Não fumo, eu..

Não sou eu..
Que merda é esta?
Quem sou eu?!
O bar torna-se um espaço lúcido,
Irreal, mas de objetividade certa....
Calma assalta-me o coração como tempestades.
Parece-se comigo, quem sou,
Talvez seja ele,
Talvez seja eu, mas não me conheça...

A quente sensação da bebida na garganta faz a minha alma ficar fria,
Fria e distante, porque não a tenho,
Porque não a tenho, não pertenço...
Não sou real,

Real como uma figura versada a fumar num bar.

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