Parte-me aos poucos, vida!
O universo que sinto vai sendo consumido,
Por nada mais que a merda à minha volta,
Em mim fico,
Em mim…
Apenas em mim
E comigo apenas,
Merda!
Merda que estou sozinho,
Sentindo a minha alma,
Que morre lentamente num turbilhão…
Aquilo que era fumo de cigarro, identidade perdida e álcool de bar perde-se neste momento…
Na puta da minha vida,
Tudo que era se perde…
Por isso, parte-me, merda!
Acaba comigo, puta!
Faz tudo isso, que pode ser melhor…
[Samuel Inglês, 27-5-2018]
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